Estereótipos
Hilariante!
Hilariante!
Publicado por Eva Jasmim às quinta-feira, março 01, 2007 4 comentários Referência: Bozzetto, Fevereiro de 2006
Agora que partiram, soltei um grito de alívio, um grito em silêncio em que o globo ocular se distendeu e saiu para fora. É tão bom estar sozinha...
O perfume acompanha-me a cada segundo, sinto-o, aqui mesmo debaixo do nariz, Promesse da Cacharel... divino.
Levantei o som da música e olhei de soslaio, "estarei mesmo só?", incrédula.
É por isso que se adiarmos a gratificação tudo tem o dobro do sabor. Milan Kundera falava no acaso e disse que "os momentos que acontecem por acaso são os melhores". Talvez porque não os prevíamos e assim souberam a imprevisível e a inesperado...
Não tenho a certeza se terei feito a melhor escolha. Ontem e muitas vezes, desde que me lembro, acordo a ler palavras soltas e sem nexo, todas elas estão na minha cabeça mas quando encadeadas ficam sem significado. Estarão as palavras constantemente dentro da minha cabeça? Tento interpretá-las como um músico interpreta uma pauta. Parece descabido mas quando acontece sinto-me mais rica, invadida de sabedoria e parece que adivinho o que vem a seguir...
Enfim... (para o que me haveria de dar!)
Estes dias tenho-me sentido como que "anestesiada".
O olhar das pessoas que observo continua a ser o verdadeiro "espelho das suas almas". Nunca (ou raramente) me engano. Observa-se a tristeza, a verdade e a mentira, a dor, a esperança, a saudade, o amor. Vê-se tão bem. É impossível disfarçá-las.
Oiço a MegaFm, a minha preferida.
Pouso aqui e ali o meu olhar cansado e acho engraçada a ideia de quem escreveu as suas maiores manias... Penso nas minhas...
Será a mania algo que faço todos os dias ou com muita frequência e que sei que farei para o resto da minha vida? Talvez...
As que me surgem: assoar-me logo de manhã (!!!), olhar muitas vezes para o telemóvel durante o dia, meter lápis preto nos olhos, beber pelo menos 2 litros de água/dia (a garrafa é a minha fiel companheira) fruta e iogurtes...ler, música, ler, música...
Há pouco, no meio de muitas vidas, eis que sobressai esta frase:
"Passei o meu dia de anos com uma arma na mão, o dia e noite, a olhar para a neve"...
Continuo a dizer: eu sou uma formiguinha no meio destas pessoas!
Publicado por Eva Jasmim às quinta-feira, março 01, 2007 0 comentários Referência: Fevereiro de 2006
Márcio Vassallo, como surgiu a ideia de escrever "O Príncipe sem Sonhos"?
A história nasceu quando, num dos shoppings mais sofisticados, vi um pai comprar para o filho seis brinquedos bem caros. O menino tinha uns oito anos. Mas o que realmente me impressionou não foi a quantidade nem o valor dos brinquedos adquiridos. O que mais me chamou a atenção foi o seguinte: quando o menino começava a namorar um brinquedo, o pai pegava, mandava a vendedora pôr na sacola, e perguntava: "Queres mais alguma coisa, filho?" Ele perguntava de forma carinhosa, mas apressada. Naquele sábado à tarde, esse pai poderia dedicar o seu tempo até para comprar um presente, só que mais próximo do filho. Afinal, brinquedos, livros e animais de estimação têm o poder de aproximar os pais dos seus filhos, para que eles compartilhem belos momentos. Não devem ser meros instrumentos para compensar ausências.
De que modo terminou a cena do shopping?
Diante dos seis brinquedos no balcão, o pai perguntou o valor da compra e assinou o cheque, sem nem olhar para a cara do menino. Enquanto isso, o garoto olhava para as outras crianças, com um olhar meio parado, e via que elas podiam sonhar em ter todos aqueles brinquedos. Elas podiam sonhar com as suas pequenas conquistas. Aquele menino provavelmente não tinha sonhos. Ele não poderia conquistar nada, porque já tinha tudo. Então, para fazer o livro, transformei essa cena em fantasia: "Mal o príncipe começava a sonhar, e pronto: os seus desejos realizavam-se. Não chegavam nem a tornar-se um sonho de verdade, daqueles que nós cultivamos com todo o cuidado, como uma semente preciosa, num jardim secreto, só nosso." E o Tiago tinha tudo: tapetes voadores com piloto automático, dragões de estimação, empregados que o serviam sem raiva... Tinha até o amor dos pais. Mas não tinha sonhos. Bem, pelo menos era isso o que ele dizia, até reencontrar o avô, um sábio bruxo aposentado que vivia longe das badalações do castelo.
Há muitos Tiagos por aí?
Sim, há muitos Tiagos cavalgando pelos shoppings e pelas ruas das grandes cidades. Esses príncipes modernos são crianças que têm os seus sonhos massacrados pela febre do consumismo. E na maioria das vezes esse consumismo é incentivado pelos próprios pais. Na realidade, a posse desenfreada mata as fantasias da infância, estraga o encantamento da espera. As pessoas acabam por confundir ter com ser. E isso tudo provoca uma verdadeira banalização dos sentimentos.
Publicado por Eva Jasmim às quinta-feira, março 01, 2007 0 comentários Referência: Fevereiro de 2006
Publicado por Eva Jasmim às quinta-feira, março 01, 2007 1 comentários Referência: Fevereiro de 2006
Segundo a pesquisadora norte-americana Judith Viorst, autora do livro "Perdas Necessárias", as perdas que temos durante as nossas vidas não são apenas pela morte das pessoas queridas. Elas incluem, além das separações e partidas daqueles que amamos, a perda consciente ou inconsciente dos nossos sonhos, expectativas impossíveis, ilusões de liberdade e poder, ilusões de segurança e a perda do nosso próprio "eu" jovem. E essas perdas, diz a pesquisadora, são "universais, inevitáveis e inexoráveis, porque para crescer temos de perder, abandonar e desistir". Todas as nossas perdas estão relacionadas com a "Perda Original, que é a conexão mãe-filho, que pode ter reflexos no decorrer de toda a nossa vida. Se as separações não forem bem resolvidas, ressalta, "elas podem deixar cicatrizes emocionais no cérebro, porque atacam a conexão humana essencial: o elo mãe-filho que nos ensina que somos dignos de ser amados. Não podemos tornar-nos seres humanos completos sem o apoio dessa primeira ligação".
Estudos mostram que as perdas na primeira infância tornam-nos mais sensíveis e vulneráveis às perdas que sofreremos mais tarde. "Assim ao longo da vida, a nossa resposta à perda de uma pessoa da família, a um divórcio, à perda de um emprego, podem ser causas de depressão grave - a resposta daquela criança desamparada, desesperançada e zangada", ressalta a pesquisadora.
De acordo com alguns filósofos, a morte é a perda mais aterradora, aquela que acompanha o ser humano desde a infância, quando se descobre o inevitável. À tristeza profunda pela morte, especialmente a repentina e prematura, somam-se outros sentimentos como a culpa e o inconformismo. Não há respostas fáceis para conviver com as perdas provocadas pela morte, mas segundo os especialistas, não se deve ignorá-la, sufocar as lágrimas, nem abafar o luto.
O envelhecimento é também uma das mudanças mais difíceis para o ser humano. Aceitar as perdas provocadas pela idade, requer uma avaliação do passado, que envolve os aspectos positivos e negativos de toda a nossa vivência, e ao mesmo tempo, há de se considerar os desejos e as possibilidades para o futuro. É nesta fase, segundo a pesquisadora Judith Viorst, que a preocupação com a morte e a destruição estão mais presentes, e o homem tem a sensação mais profunda da própria mortalidade e da morte iminente dos outros.A capacidade de mudar e crescer na velhice está ligada à própria história de cada pessoa. Mas, a chegada da terceira idade pode dar origem a novas forças e novas aptidões não acessíveis nos outros estágios.
Publicado por Eva Jasmim às quinta-feira, março 01, 2007 0 comentários Referência: Fevereiro de 2006
"As perdas são partes da vida. As perdas são necessárias porque para crescer temos de perder, não só pela morte, mas também por abandono, pela desistência.
Em qualquer idade, perder é difícil e doloroso, mas só através de nossas perdas nos tornamos seres humanos plenamente desenvolvidos.
As pessoas que somos e a vida que vivemos são determinadas, de uma forma ou outra, pelas nossas experiências de perda. Esta compreensão ajuda a ampliar o campo de nossas escolhas e possibilidades.
Todos nós, em princípio, lutamos contra as perdas, mas as perdas são universais, inexoráveis e muito abrangentes em nossas vidas.
E nossas perdas incluem não apenas separações e abandonos, mas também a perda consciente ou inconsciente, de sonhos românticos, ilusões de segurança, expectativas irreais e outras.
As perdas que enfrentamos ao longo da vida, e das quais não podemos fugir são:
- Que o amor dos nossos pais não é só nosso.
- Que os nossos pais nos vão deixar, e que nós vamos deixá-los.
- Que por mais sábio, belo e encantador que alguém seja ninguém tem assegurado casar e " ser feliz para sempre".
- Que temos de aceitar - em nós mesmos e nos outros - um misto de amor e ódio, de bem e de mal.
- Que tudo nesta vida é implacavelmente efémero.
- Que estamos neste mundo essencialmente por nossa conta.
- Que somos completamente incapazes de oferecer a nós mesmos ou aos que amamos, qualquer forma de protecção contra a dor e contra as perdas necessárias.
- Que as nossas opções são limitadas pela nossa anatomia e pelo nosso potencial.
- Que as nossas acções são influenciadas pelo sentimento de culpa incutido em nós pela educação que recebemos.
Examinar estas perdas permite aceitar e modelar melhor os factos da nossa vida. Começar a perceber como as nossas perdas moldaram e moldam as nossas vidas pode ser o começo de uma vida mais promissora e Feliz. "
Judith Viorst
Publicado por Eva Jasmim às quinta-feira, março 01, 2007 0 comentários Referência: Fevereiro de 2006
"A inclinação de sua letra mostra que tendes a ser uma pessoa extrovertida, sociável e afectuosa.
A ligação de tua letra revela introspecção, apego a detalhes, boa intuição e dificuldade de liderança.
A direcção de tua letra indica controlo, constância e organização, especialmente nas tarefas quotidianas. (????)
A pressão que usas ao escrever sinaliza estabilidade e equilíbrio.
As áreas valorizadas na sua escrita destacam idealismo, erudição, preocupação com o teu crescimento interior. A forma de tua letra demonstra sinceridade, capacidade de adaptação, espontaneidade; sensualidade."
http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testes/grafologia/index.asp
Publicado por Eva Jasmim às quinta-feira, março 01, 2007 2 comentários Referência: Fevereiro de 2006
Publicado por Eva Jasmim às quarta-feira, fevereiro 28, 2007 1 comentários Referência: Fevereiro de 2006
Publicado por Eva Jasmim às quarta-feira, fevereiro 28, 2007 1 comentários Referência: Fevereiro de 2006