Mostrando postagens com marcador Junho de 2005. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Junho de 2005. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

A rapidez com que invadiste o meu mundo

A rapidez com que invadiste o meu mundo foi surpreendente. Deste-lhe vida e amor.
Por vezes essa rapidez queria-se mais suave ou talvez mais previsível, ou talvez não?
Surges quando menos espero.
Também de ti não quero falar já.
Escapei-me por segundos, afim de desanuviar. É tão intenso, quão beleza em mim, perpetuada a cada segundo que respiro, durmo, sonho, a cada nuvem que sobrevoa as árvores, a cada lufada de ar fresco... a cada passo que dou.
És arte em mim, em ti, em tudo!
Todos os sentidos se bifurcam, expandes-me, sabias?

A cor que me invade tem um só nome: Tu!

27 Junho 2005

Mulheres versus Homens

O Instituto da Inteligência concluiu um estudo sobre as diferenças cognitivas e comportamentais observadas em testes entre indivíduos do sexo masculino e indivíduos do sexo feminino. Para o efeito, cruzaram-se os dados de testes de cerca de 3 mil pessoas, maioritariamente crianças e adolescentes.
Este estudo pretendeu confirmar uma série de pesquisas que têm vindo a ser desenvolvidas em países como o Canada, os Estados Unidos e a Austrália sobre as diferenças cognitivas e comportamentais entre homens e mulheres que podem ser atribuídas a modos de funcionamento distintos do cérebro.
A tendência geral dos psicólogos é o de não considerarem essas diferenças por lhes parecerem irrelevantes, preferindo acreditar que elas resultam de influências culturais, educacionais e sociais. Mas se é verdade que a influência do meio tem um forte peso na modelagem de atitudes e comportamentos, também não é menos verdadeiro que os cérebros dos homens e das mulheres apresentam algumas diferenças anatómicas, morfológicas e funcionais que explicam as formas de perceber, tratar a informação, memorizar e agir entre os dois sexos. Essas diferenças observam-se desde muito cedo, esbatem-se um pouco a partir da adolescência e, de resto, mantêm-se até ao fim da vida.
O Instituto da Inteligência, onde se realizam, anualmente, milhares de exames cognitivos e de personalidade a indivíduos de todas as idades e de ambos os sexos avançou há vários anos com um estudo comparativo entre as diferenças de prestação em testes de percepção, memória, inteligência e personalidade tendo confirmado as conclusões dos estudos que noutros centros de investigação se têm feito sobre esta matéria.

Principais diferenças observadas:


HOMENS

São melhores do que as mulheres, em geral, nas seguintes actividades e domínios:

- raciocínio matemático
- visualização tridimensional
- inteligência visuo-espacial
- actividades físicas prolongadas
- visão de detalhes
- rapidez de dedução
- pensamento abstracto e filosófico
- memória espacial
- empreendedorismo

MULHERES

São melhores do que os homens, em geral, em:

- operações de cálculo
- fluência e habilidades verbais
- concentração (são menos sujeitas a perturbações de hiperactividade com défice de atenção e a perturbações de impulsividade do que os homens)
- orientação nocturna
- pensamento indutivo
- memória de curto prazo
- persistência em tarefas complexas
- memória verbal- discriminação de cores
- rapidez perceptiva- destreza manual
- leitura de expressões faciais das emoções.

Principais zonas do cérebro onde existem algumas diferenças que podem ser responsáveis pelas diferenças atrás citadas: - hemisfério esquerdo – hemisfério direito – área de Broca (envolvida na linguagem) – amígdala cerebral – gânglios basais – corpo caloso – lobos frontais – lobo parietal – lobo temporal – hipocampo – tálamo.

Que interesse prático existe em conhecermos estas diferenças?
Muitas. Ajudar melhor as escolas a definirem estratégias que possam facilitar as aprendizagens e, ao mesmo tempo, os pais a perceberem melhor por que rapazes e raparigas revelam atitudes e comportamentos diferentes em certas situações (para cada 5 rapazes hiperactivos há apenas uma rapariga, por exemplo). Também ao nível do recrutamento e da gestão de recursos humanos, as empresas podem melhorar o empreendedorismo, a criatividade e a produtividade se conhecerem melhor (mais cientificamente) cada um dos sexos e assim promoverem melhor ambiente de trabalho e melhores resultados para todas as partes interessadas (colaboradores e gestores).

16 Junho 2005

Ama a vida

Alegra-te, amigo,
Porque tens uma escolha,
Podes sentar-te entre lamúrias
Ou levantares-te e seres feliz.
Podes desperdiçar a tua vida
Entre juízos e culpas,
Ou aprender a perdoar
E perceber que somos todos um.

Pois todos nós temos medo
E todos conhecemos a dor,
Que resultam da experiência,
E de que ninguém é culpado.
Por isso, liberta-te do passado,
Das tuas mágoas e medos,
Celebra cada momento,
E ama a vida enquanto aqui estás.

11 Julho 2005

Tentações

Como parar de comer de forma compulsiva? Gulodice ou desordem emocional?

O petiscar compulsivo é muito mais parecido com um comportamento bulímico do que com um excesso de gulodice. De facto, não é a vontade de oferecer a nós mesmos um prazer gustativo que nos leva a comer incessantemente, mas sim, pulsões de outra natureza que o fazem.
A prova disso é que quando se devoram assim os alimentos, não temos tempo de os saborear. Para além disso, não paramos de comer mesmo após alcançada a saciedade. Estas pulsões são muito mais difíceis de controlar, precisamente porque não têm nada a ver com a fome, nem têm a função vital de alimentar o corpo para que ele funcione.
Comer compulsivamente resulta, na maior parte das vezes, de uma desordem emocional.

Por detrás de uma crise de apetite compulsivo existe, regra geral, um acumular de tensões: uma emoção forte que está a ser reprimida ou um excesso de stress.
Ao comer, procuramos uma consolação, um apoio. Este comportamento reflecte as nossas primeiras experiências enquanto bebés, pois também o leite materno nos aliviou a fome e nos acalmou as emoções e o mal-estar. É também baseado nas nossas primeiras experiências que quando comemos compulsivamente escolhemos sobretudo alimentos doces (caramelos, rebuçados, chocolates, etc.), pois procuramos instintivamente o primeiro dos sabores que conhecemos e nos proporcionou prazer: o doce! :)

Nada é proibido!
Se sente aumentar o desejo irresistível de se “atirar” aos doces, é importante que não se prive radicalmente de tudo. A privação total de um desejo é a pior das soluções: ao limitar de mais dirigimo-nos para um excesso ainda maior. Esta pulsão alimentar tem as suas raízes no plano inconsciente e a nossa simples vontade não tem a capacidade para a suster. Quando cedemos, sentimo-nos culpados, um sentimento muito desconfortável a que procuramos fugir… recomeçando a comer! Mais vale tentar um acordo de paz. É a única forma de evitar o ciclo infernal da transgressão e culpa.

Para se reconciliar com as suas pulsões alimentares é necessário que as conheça. Em primeiro lugar, faça um registo sistemático dos seus comportamentos durante uma semana, onde irá anotar, de um lado, tudo o que come e, do outro, as emoções do dia. Talvez assim possa compreender o que desencadeia as crises de apetite compulsivo. Desta forma, tomará também consciência da quantidade de alimentos que ingere quando cede à tentação. Para contrariar a tendência de petiscar, experimente esperar um pouco entre o momento em que surge o desejo de comer e a sua consumação (dez minutos, por exemplo), com o objectivo de verificar se a pulsão recua. Se tal não acontecer, ofereça a si próprio uma verdadeira pausa, equilibrada, decidida e escolhida.

Para evitar comer a primeira coisa que lhe aparece à frente quando sente vontade de comer, organize-se! Em casa e no escritório tenha sempre o necessário para preparar uma pequena refeição ao seu gosto: iogurte, queijo fresco, fruta, tostas ou bolachas sem recheio…Assim quando chega a vontade de comer, poderá preparar uma verdadeira “mini-refeição” equilibrada: por exemplo um iogurte com pedaços de fruta e uma fatia de pão integral ou duas bolachas. Então, dê tempo de comer tudo isto lentamente, com prazer e sem culpa. Faça uma verdadeira pausa. Tente estar atento às suas sensações e ao seu prazer. O risco de ceder a exageros será menor.
08 Junho 2005

Entrar no mundo dos peixes

Acho que tudo começa quando nascemos, querermos bracejar no ventre materno mas não conseguirmos. A barreira física impede-nos. Priva-nos de sair dali mas dá-nos alimento para crescer e mais tarde desejarmos ser livres e percorrer caminhos desconhecidos agradáveis inóspitos
O contacto com o mundo exterior é uma aventura, sentirmos o calor do sol, ouvirmos deliciados a música que vem do exterior. Soluçarmos de tristeza, fecharmos os olhos para dormir e talvez pensar "como será amanhã". Risos. Muitos.
Uma vez aqui, dão-nos banho, perfumam-nos o corpo de carinho e cuidado.
Surge sensação de liberdade ao podermos nadar. O mar acalma. É beleza viva.
Vou falar com alguém que conhece as suas profundezas e me disse... É como entrar para outro mundo, um mundo de silêncio. - Refere entusiasmado.
A ausência de gravidade torna o mergulho muito relaxante, é bom para o stress. Lá dentro o silêncio é total e a comunicação feita por sinais. Debaixo de água falamos todos da mesma maneira.
Debaixo de água parece que entramos noutra dimensão, totalmente diferente, sentimo-nos livres de tudo, acabamos por sentir a nível mental um relaxamento muito maior.

Há pessoas que não se conformam em ver o mundo com os pés bem assentes na terra. E insistem em mergulhar no mais fundo dos mares, num regresso às origens. Mas para chegarem ao estatuto de peixes precisam de aprender: mergulham num poço de cinco metros e ensaiam para peixes.

O mar espera estes mergulhadores.

06 Junho 2005

"Muito, meu amor"

"(...) Quando vai acabar o nosso amor?

Vai acabar quando não estivermos à espera que acabe, sem mesmo se fazer notar. Só depois, mais tarde, quando se tenta recordar e se começa a perguntar: como foi que aconteceu? e não se consegue voltar lá, só entao se sabe que acabou o nosso amor. Vai acabar sem que saibamos. Só depois, quando já irreparável, é que ficamos a saber que há muito tempo, demasiado tempo, acabou o tempo do nosso amor, uma coisa passada. (...)


"Não vale a pena pensares nisso. Nem no fim nem no princípio. Não vale a pena sequer pensar no princípio nem no fim. Não existem sequer. O amor não tem tempo, vive sem nós. Nós é que vivemos no amor durante um tempo, num movimento do amor. Mas o amor, esse vai continuar, não tem maneira de acabar.
"(...) Estamos tão pobres de amor, meu amor. Sente-se tanto, nota-se tanto essa pobreza, esta falta, nunca tanto foi assim tanto, podes crer, meu amor~
É nesta falta, tão pobres dele, que ele cresce, tem de crescer ainda mais, acredita, meu amor.
E do que eu gosto mais em ti é dos teus defeitos, dos teus pecados, da tua mentira que odeias. Para se gostar mesmo, como eu gosto de ti, é preciso dar atenção ao de que não se gosta nada das outras vezes, mesmo nada, isso é que é gostar como eu gosto de ti, é isso, só isso, que me faz gostar de ti. (...) os teus feitos são mortais, mas os pecados, esses são só teus. E meus, se tu quiseres.
(...)Porque queres tu que os meus lábios sejam só teus?
Porque só eles são iguais aos teus.
E para que serve o amor, diz-me ja.
Serve para perder o medo."

Pedro Paixão in muito,meu amor

03 Junho 2005

Visitantes: