segunda-feira, 30 de abril de 2007



Meu doce amor, penso em ti. São tantas as vezes em que preciso das tuas palavras, da tua forma nua de olhar a vida, tão distraida daquilo que convencionam, tão atenta ao que realmente nos muda. Ontem, porque estavas comigo, trouxe-te um presente do fundo do mar. Para onde envio?

Rita

terça-feira, 24 de abril de 2007

duas horas perfeitas



Uma escolha enriquecedora, diferente...como nesta nossa tarde... ainda oiço o vento aqui-agora e vejo a paisagem tranquilizante e tu: a sua mais bonita tonalidade...
é bom ter um amigo como tu...
Continua a fazer com que o teu mundo seja completo com o simples facto de seres tu mesmo. adoro-te muito, sabias?



If I should die this very moment

I wouldn't fear

For I've never known completeness

Like being here

Wrapped in the warmth of you

Loving every breath of you

Still my heart this moment

Or it might burst

Could we stay right here

Until the end of time until the earth stops turning

Wanna love you until the seas run dry

I've found the one I've waited for



All this time I've loved you

And never known your face

All this time I've missed you

And searched this human race

Here is true peace

Here my heart knows calm

Safe in your soul

Bathed in your sighs

Wanna stay right here

Until the end of time

'Til the earth stops turning

Gonna love you until the seas run dry

I've found the one I've waited for



The one I've waited for



All I've known

All I've done

All I've felt was leading to this

All I've known

All I've done

All I've felt was leading to this

Wanna stay right here

'Til the end of time 'till the earth stops turning

I'm gonna love you till the seas run dry

I've found the one I've waited for

The one I've waited for

The one I've waited for




Lamb - Gorecki

segunda-feira, 23 de abril de 2007

O sorriso com que amavas...



Gosto de percorrer cada recanto da tua história. "Conta mais uma vez,contas?". E de caminhar ao teu lado e observar, sem que saibas, absolutamente tudo de ti...

Apenas eu e ela: a paixão que vivo.

Eu
e
Ela.
A paixão e eu: fundidas.

Eu e ela.

A camisola cinzenta que deixaste cuidadosamente em cima da almofada,

(Pousada ali)

Depois de uma noite em que havia pequenos passos que pareciam enormes.

Respiro.te através dela.
A fragância insuspeita da tua pele branca sob a plenitude da perfeição do teu sono ofegante: a tua pel e a pele que não recordo.


(...) pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

sexta-feira, 20 de abril de 2007





-Já não gosto de ti. Se é que algum dia gostei...

-Deixa-te de patetices!

- É verdade...

- E eu não acredito.

- Tu não queres acreditar, é diferente, dá-te jeito.

- Não me provoques.

- Quem me dera viver, tal como antigamente, até aos 30 anos. Podia trabalhar, desde muito novo, na lavoura e andar descalço, porque só o menino que vinha da cidade tinha uns sapatos e uma bicicleta; podia não brincar como os meninos brincam hoje e muito cedo saber o que é disparar uma arma; uma sardinha para 4 irmãos e dormir num colchão de palha junto dos animais; ver o meu pai partir para França em busca de sustento, uma mãe só e muitos filhos, filhos rebeldes, que mal saiam da escola iam trabalhar até de noite. E o meu pai? Estudava em cima de uma arca velha, ao som do bicho da madeira e sob um candeeiro a petróleo. Vê-se o brilho dos seus olhos quando diz : "só com um candeeiro de petróleo"!... Mas não havia tempo para "vazios" e desgostos e parvoíces como estas...

- Olha, Olha! Logo tu que vives desafogadamente: rodeado de amigos, viagem a Londres e Barcelona de mês-a-mês, uma piscina e alguém que te trate do jardim, tudo e mais um par de botas! E existo eu! O que te falta?

- O teu "tudo" é o meu "nada".

- Como assim?

- Pensa.

- Sim?! Mas o que te falta?

- Amor.

sexta-feira, 13 de abril de 2007


Pequenos sinais. Nunca me cansarei de os enviar.
Um deserto transformado em mar, espero.
Cactos em flores...
Dor de coração em respirar de amor e paixão...
Palavras e dor em vida...
Agora-presente-em-mim: tu.
Às vezes em sempre...
Tu. Eu. Talvez.

quinta-feira, 12 de abril de 2007


Foto:Maplethorpe



Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei decepcionar-me, mas também já decepcionei alguém.
Já abracei para proteger, já dei gargalhadas quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e saltei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "decepcionei-me" muitas vezes!
Já chorei ao ouvir músicas e a ver fotos, já liguei só para ouvir uma voz, já me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder)!

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida e MUITO boa para ser insignificante!!!

Charlie Chaplin

domingo, 8 de abril de 2007

Um papel perdido e tal o desespero. Todos os outros iguais ou semelhantes: sujos, gastos e nódoas de uso.
Um telefone desligado porque mudou para outro telefone.
Nada de romântico, dirias.
Os objectos tornam-se fontes - inspiradoras se tocadas e sentidas por mim - e fúteis para ti - coisas inertes.
A maioria tende a excluir-te, porquê?

quarta-feira, 4 de abril de 2007




Nunca te disse que era fácil, recorda-te.

(Mas não me recordes)

O calor começa por te tirar, pouco a pouco, sentido-a-sentido - ficas vagarosamente mole

(Já me tinhas dito, não repitas)

Estás sempre indecisa: pegas-lhe no ombro?, ou partes?

(Nunca soube aconselhar-te nesta fase...)

Cabeça e Coração. Talvez entre ambos - lugar indefinido - tal como uma bola de pingue-pongue

(Pega-lhe cuidadosamente, imagina e não te esqueças:

É quem tem o teu coração)

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